quinta-feira, 30 de junho de 2011

Reflexão sobre Design | Michael Braungart



O alemão propõe uma nova forma de lidarmos com o design: sem desperdícios, usando novos materiais e aproveitando a abundância de recursos.



Design sem desperdício de material, sem sobras, não-prejudicial para os seres humanos e para as outras espécies. Essa é a ambição do químico alemão Michael Braungart, que, junto com o arquiteto William McDonough, escreveu o livro Cradle to Cradle - Rethinking the Way We Make Things ("Do berço ao berço - Repensando a maneira como fazemos as coisas", sem tradução em português). Para a dupla, não devemos tentar fazer design com menos impacto na natureza. Ao contrário: devemos celebrar a abundância, por meio de uma forma completamente diferente de pensar o design, usando novos materiais e descartando a ideia de "jogar fora". Braungart esteve no Brasil para a conferência TEDxAmazônia em novembro. Confira nossa entrevista com ele.

Em seu livro, você fala da ideia de eliminar o conceito de "resíduos". Como é possível fazer isso, por meio do design?

Essa seria a forma normal. Ter resíduos é falha de design, é uma sobra que não deveria existir. Quando as pessoas compram um produto, o que elas querem é a experiência ou serviço que aquele produto proporciona; mas hoje, quando elas compram, elas levam também as sobras, material para descartar depois, como a carcaça de uma televisão ou embalagens. Não é justo fazer as pessoas terem sobras quando tudo que elas querem é um serviço. Para mudar isso, é preciso não ficar pensando em diminuir o gasto de materiais, mas repensar completamente o design de um produto, de forma que ele não gere nenhum resíduo. Precisamos perguntar o que as pessoas realmente querem de um produto. Perguntar: qual o propósito disso que estou criando? Aí podemos usar os melhores materiais e fazer projetos melhores.

Vocês falam em design "berço a berço". Como isso funciona na prática, e em que isso é diferente do conceito "berço a túmulo" que existe hoje?

Os produtos hoje são feitos para ser jogados fora. O planeta é um cemitério de coisas. Reciclar é apenas uma forma de mandar as coisas um pouco mais tarde para o ce mitério. Nós temos sistemas biológicos de design - como uma árvore, por exemplo - e sistemas técnicos. Quando fazemos uma TV, temos que garantir que os sistemas técnicos não vão para os sistemas biológicos, porque é ruim para eles. Quando as pessoas fazem janelas, por exemplo, usam químicos fortes na tinta que tornam muito difícil reciclar aquele material. Elas fazem assim porque é mais barato. A maioria dos produtos hoje não foi feita para ser reciclada. E mesmo isso não seria suficiente. O ideal é o conceito de upcycle: criar produtos que deixem o planeta mais limpo que antes, que não sejam neutros em carbono, mas positivos em seu impacto na natureza.

O que significa fazer um design baseado na abundância?


Se você olha para uma cerejeira, ela não se reprime: não há redução, apenas abundância. Não estamos falando de f azer menos mal, de reduzir impacto. Isso nós já temos bastante. Trata-se de fazer o bem. Eficiência é diferente de eficácia. Uma cerejeira tem milhares de flores; isso não é eficiente. Mas é extremamente eficaz. Outro exemplo é o do namorado que chega atrasado para um encontro, mas que, quando chega, traz um enorme buquê de flores: as flores não são eficientes, mas são eficazes para aplacar a ira da namorada. Falamos de produtos que não precisam ter seu consumo reduzido, pois quanto mais deles você tiver, melhor.Um prédio que gere energia para a cidade, que descarte água mais limpa do que antes, que deixe o solo mais rico e produtivo, que deixe o ar mais limpo, por exemplo. Um prédio que seja como uma árvore.
Dica da aluna Andreia Salvan, via planeta sustentável., texto de Jeanne Callegari.

What do you love????



A dica da aluna Maria Emilia é o novo portal da google só sobre "o que você ama!"  Assim como o post abaixo, esta é uma nova ferramenta que permita que ao definir uma palavra chave, o google crie um portal, tipo iGoogle, com o tema relacionado

Lógico que eu já digitei "jewelry", mas você pode escolher o que quiser. Basta clicar no link http://www.wdyl.com/#  [what do you love]  #ficaadica
Postado por Maíra Paiva

Portugal Gemas


O gemólogo portugês Rui Galopim de Carvalho, editor da Portugal Gemas, uma publicação trimestral com informações valiosíssimas (com o perdão do trocadilho) encontrou uma maneira bastante contemporânea de perpetuar as 8 edições já publicadas. Rui agora usa o Facebook para expandir seus domínios além dos mais de 1000 assinantes.

Sua página no facebook partilha conteúdos de gemologia, design, gemas na arte, curiosidades, entre outros, com interessados pelo tema em qualquer lugar do mundo.

Uma excelente alternativa para interação e troca de informações, bastante eficaz e fácil de incorporar. Se  você gostou, passe na página Portugal Gemas para curtir e incentivar este valoroso trabalho!

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Rede Minas fala sobre Designer de Produtos



A ex-aluna da UEMG, Marina Borja, foi uma das entrevistadas da Rede Minas na matéria que tratou da importância do designer para a inovação nas empresas.

Lembrando que a Escola de Design da UEMG também tem vestibular, mas apenas no fim do ano. Para quem já se formou e quer seguir o conselho do Pierre, estão abertas as inscrições para a Pós Graduação em Design de Joias, a Pós de Gestão em Design e a Pós em Design de Móveis da UEMG.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Joias de Papel

Mieke Meijer é um designer holandês da Design Academy Eindhoven que inovou ao transformar jornais velhos em um material parecido com madeira, brincando com a ideia de devolver a forma original de árvore ao papel.
Jornal e ouro amarelo


"Para desenvolver o material, Meijer utilizou o método empírico: foi colando diversos jornais da forma mais comprimida possível. Depois, bastou esculpir e lixar para o experimento ganhar algumas semelhanças com a madeira real. Chamado deNewspaperWood, o projeto foi apresentado durante o Milan Design Week 2011 e já foi usado no desenvolvimento de móveis e acessórios."

Já Susanne Holzinger, designer alemã trabalha de maneira similar a italiana Sandra Di Giacinto. Ambas utilizam o papel na confecção de acessórios com intenção de confundir o olhar dos consumidores, conferindo estética muito semelhante a peças em metal e outros materiais mais convencionais.


Braceletes esculpidos em papel tingido

Pingente com espécie de filigrana de papel

Joia da designer Sandra di Giacinto

Dica da aluna Maria Emíla, via usefashion.

Curiosidade: Minas



Recebemos um email da aluna da pós, Nina Lima, compartilhando um dado bastante interessante.* O tamanho das escavações produzidas para a extração mineral.

O considerado como maior buraco do mundo está localizado em Mirna, na Sibéria. Seu diâmetro é de 1.25 quilômetros e sua profundidade de 525 metros, sendo uma das maiores minas de diamante do mundo. A diferença de pressão barométrica existente entre o fundo da mina e sua saída, foi responsável por diversos acidentes com helicópteros e aviões de pequeno porte, que foram literalmente sugados para dentro do buraco. Atualmente os vôos sobre a mina são expressamente proibidos.


Para se ter uma idéia da profundidade do buraco russo, um caminhão leva em média 2 horas para descer até sua base. Em sua jornada utiliza uma estrada em formato de caracol que contorna as paredes do buraco. Por se localizar em uma área muito fria, ligeiramente abaixo do círculo polar Ártico, a temperatura no interior da mina é da ordem -45ºC.



Outra:
 
 
Se encontra nos Estados Unidos e é considerado, ao menos pelos norte-americanos, como o maior buraco da face da Terra. Situada no Estado de Utah, a mina de cobre de Kennecott's Bingham tem, segundo seus proprietários, nada menos que 4 mil metros de diâmetro por 1200 metros de profundidade e desde sua história, já retirou de dentro da terra pelo menos 17 milhões de toneladas de cobre. A mina é tão grande que pode ser vista facilmente da Estação Espacial Internacional, ISS, quando cruza os EUA.


Em busca do precioso metal, a mina continua sendo escavada, e até 2015 terá 1360 metros de profundidade.

* A fonte é desconhecida, caso alguém saiba, basta nos informar que citaremos o devido crédito.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Rio ICA Congress impulsiona setor de gemas e joias

Abertura do congresso com a participação do presidente da ICA, Wilson Yuen e do presidente do IBGM, Hécliton Santini


O futuro do setor de gemas coradas e uma avaliação do mercado atual foi a tônica do debate dos mais importantes representantes de instituições e empresas do mercado joalheiro do mundo, durante o ICA Congress Brazil, realizado no Rio de Janeiro, no Hotel Sofitel Copacabana.

O congresso, com o tema “Ética na Mineração e Comércio Justo”, realizado pela ICA - Associação Internacional de Gemas Coloridas e pelo IBGM – Instituto Brasileiro de Gemas e Metais Preciosos, reuniu cerca de 300 congressistas de 29 países. O próximo congresso acontecerá na Índia em 2013.


O presidente do IBGM, Hécliton Santini, considerou o congresso um sucesso. “Recebemos representantes da Índia, Japão, Tailândia, Hong Kong, Estados Unidos, Europa e principalmente, da China”, destaca. Segundo Santini houve um debate de temas relevantes, que precisam continuar a ser abordados até que haja um compasso mundial em relação ao comércio legal. “O governo precisa legislar de forma correta e os empresários precisam agir de forma correta, embasado nas leis, o que será decorrência desse debate contínuo sobre o tema”, analisa Santini.

Durante congresso também aconteceu a Brazil Gem Fair, que contou com a exposição de gemas e joias brasileiras, a exemplo de pedras como turmalina, berilo, topázio imperial, alexandrita, rubelita, ametista, crisoberilo, esmeralda e água-marinha. A feira proporcionou uma amostra importante do que é produzido no Brasil e houve um estabelecimento de várias oportunidades de negócios, que beneficiam toda a cadeia, principalmente, com compradores internacionais.

O congresso contou com a presença de importantes nomes como o presidente da ICA, Wilson Yuen; o presidente do conselho administrativo do IBGM, Hugo Büner; a vice-presidente do conselho administrativo do IBGM, Carla Pinheiro; o presidente da ApexBrasil – Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos, Maurício Borges; o presidente da World Diamond Council, Eli Izbakoff; o presidente da CIBJO – World Jewellery Confederation, Gaetano Cavalieri; o presidente da Gem and Jewellery Associations of China, Feng Min Sun; o presidente do ICA Congress, Clement Sabbagha; vice-secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, Dulce Angela; o CEO da Responsible Jewellery Council, Michael Era; e do respresentante da Thailand Gem and Jewellery Council, Anthony Brooke.

O evento contou com apoio da ApexBrasil – Agência Brasileira de Exportações e Investimentos e patrocínio do Sebrae e dos Sistema Firjan e Fecomércio-RJ.
 
O professor Adriano Mol representou o CEDGEM no evento.